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sábado, 12 de janeiro de 2008

Aprendizagem do semestre

O tempo é relativo. Brilhante o que dizia Einstein, um poético cientista. Alguns meses podem representar aprendizagens de uma vida inteira, ou fazer a vida inteira caber em apenas um dia. Em certos dias podemos nos sentir suspensos do mundo, segundos que parecem horas em espera, dias que não duram o tempo de um suspiro. O tempo da vida nem sempre coincide com o tempo da aprendizagem, este requer estarmos com o nosso mais íntimo querer voltado para o pensar, re-significando mais e mais momentos inscritos na memória, agregando outras tantas informações, para formar um outro sujeito diferente do momento anterior, capaz de lançar um olhar mais complexo sobre sua realidade.

Neste semestre aprendi que a caminhada rumo aos objetivos é mais importante do que este pretenso lugar que gostaríamos de chegar. Há mais beleza no presente do que a mais bela imaginação sobre o futuro, mesmo que fértil possa ser nossa projeção do devir. Aprendi que é possível estreitar os laços entre pessoas distantes no espaço, e que isto é fundamental em nosso trabalho enquanto educadores. Muitas vezes um incentivo pode mudar a vida do outro, e que uma brincadeira pode ensinar pelo riso, muito mais que um texto sério. Nestes últimos tempos tomei consciência do poder da palavra, acima de tudo, da sutil força por detrás de suas organizações.

Desta forma, compreendi a necessidade de darmos o melhor a cada segundo de vida, pois é esse tempo que nos caracteriza e compõe nossa existência. Que podemos ir muito mais longe com boas parcerias, o que nos traz a necessidade de sermos, também, bons parceiros para ajudarmos aos outros. Que a franqueza é uma necessidade para o crescimento do espírito humano. Que oportunidades são bolhas de sabão ao nosso redor, e se pensarmos muito para pegá-las elas deixam de existir.

O tempo é relativo, mas ele passa. Neste último semestre compreendi que organizar nosso dia evita movimentos desnecessários e conseguimos estar mais ativos. Que trabalhar e estudar são muito importantes, mas não devemos nos esquecer que fazer nossos amigos e amores felizes requer nossa atenção e dedicação. Descobri que não adianta pensar em quando tinha metade de minha idade, imaginando o que poderia fazer para ser melhor hoje, mas posso imaginar-me com o dobro de minha idade e pensar o que posso fazer hoje para ser melhor no futuro. Muitas vezes ser omisso é um papel muito mais ridículo do que o de se expor.

Por fim, aprendi que ler o que nossos colegas escrevem pode ser uma grande fonte de inspiração. Mesmo que possamos não produzir algo muito original depois disso, vale o fato de estarmos contribuindo para a construção de uma rede maior de informações. O tempo é relativo. Essa aprendizagem caracterizou meus últimos meses, pois senti todo o peso de seu significado. Visitei meu passado, vislumbrei diversos futuros, olhei meu presente de inúmeras perspectivas, concluí e desconcluí centenas de idéias. Tudo isso aconteceu em alguns meses, me fez viver a intensidade de anos, mostrou-me ensinamentos de uma vida e, no entanto, não desloquei no tempo do relógio diferente de qualquer outro ser humano. Einstein viveu em outro tempo e falou de outro tempo, mas creio que ele entenderia o que digo sobre o tempo, como diversas outras pessoas que lerem essas palavras também compreenderão. Não precisa ser gênio para saber o que significa sentir o mundo suspenso ou o dia em um suspiro.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Afetividade no EAD

Confesso que perdi o ritmo de escrever no portfólio, talvez o fato de não ter comparecido na última aula tenha ajudado nisto. Depois de colocar os comentários em dia volto a me dedicar a minha própria aprendizagem. Semana passada estava conversando com os colegas Antônio e Daiane sobre as “interpretações das mensagens” que escrevemos aos alunos. Discutíamos que algumas vezes uma frase pode ter variados significados conforme o tom que o aluno imagina que escrevemos. Comentamos também que ao avaliar as intervenções dos tutores, como fazemos no ESPEAD, não levamos em conta as relações existentes entre aquele tutor e os alunos, pois dependendo do histórico de interação uma pequena frase fará todo o sentido para o aluno e nenhum para os demais que tentam analisar.

Seguindo esta lógica, estava argumentando que nossos comentários devem ter algumas indicações de tom sobre as frases, por exemplo, quando escrevemos um comentário que tem um fundo de brincadeira é importante colocarmos um “hehehe”, o que torna o tom de leitura que eles atribuem algo suave, sereno e etc. Minha opinião é que ajuda muito na função do tutor “quebrar o gelo” na relação com os alunos, fazer brincadeiras com eles e tirar um pouco da formalidade desta relação entre aluno-tutor ocasiona uma maior proximidade, uma maior confiança, fazendo com que os alunos fiquem mais desavergonhados em pedir ajuda. Venho observando que as alunas com as quais faço brincadeiras tendem a participar mais nos comentários e chats (as mais próximas mandam e-mail final de semana dizendo que estão me esperando no MSN), elas assimilam críticas com mais facilidade, ou seja, se sentem menos inseguras com as críticas.

Postado por RENATO AVELLAR DE ALBUQUERQUE em 27/09/2007 17:47

(Fulana, Sua atividade está MARAvilhosa (sacou o trocadilho!!), como sempre demonstrando a profundidade de suas abordagens e a paixão pela profissão(se eu chegar ao final do curso sem me repetir nos elogios merecerei um busto de bronze). O problema de suas atividades é que elas...)

Postado por FULANA DE TAL em 30/09/2007 21:12

(Ah, quanto ao busto, vai tirando teu cavalinho da chuva, ninguém tem um repertório tão grande de elogios, assim. Ou tem? Olha, já disse que não abro mão deles, em algum momento tu vais te repetir e...)

Postado por RENATO AVELLAR DE ALBUQUERQUE em 30/09/2007 22:58

(... Bem, se o repertório de elogios acabar eu posso recrudescer minha crítica, os carrascos raramente fazem elogios!!)

Postado por FULANA DE TAL em 30/09/2007 23:03

(...Mas, quant a virar carrasco, qual é?)

Portanto, a criação de vínculos de afetividade a distância é possível e importante para diminuir a ansiedade dos alunos em relação aos comentários, e para criar uma maior proximidade entre os formadores e os alunos, ajudando na orientação do curso como um todo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Idéias

Semana passada eu fiz uma página inicial para meu navegador que facilitou bastante minha vida. Na verdade não difere muito da lista de favoritos, contudo, a organização espacial é diferente e bem melhor de acessar.



Essa simples idéia permite que possamos freqüentar os lugares mais acessados por nós, partindo sempre de uma página inicial onde contém links divididos em zonas de interesses

O carregamento dessa página é extremamente mais rápido, posto que ela fica hospedada dentro do nosso computador, e permite uma fácil organização dos interesses e das necessidades de acesso. Com o tempo as associações com os lugares que cada botão ocupa na página inicial torna o acesso quase automático.